Depois de uma longa ausencia estou de volta ativando este blog novamente. Logo mais estarei postando mais materias, abs, Prof Juacy Cba, 20/05/2009
Escrito por professorjuacy às 15h40
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Mau humor crônico é doença
Fonte - Site Jornal A Gazeta, Cuiaba, 31-05-2008
Graciele Girardello
Mau humor pode ser doença - e grave! Um transtorno mental que se manifesta por meio de uma rabugice que parece eterna. Lembra muito o estado de espírito do Hardy Har Har, a hiena de desenho animado famosa por viver resmungando "Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar".
Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. "Enquanto a pessoa com depressão grave fica paralisada, quem tem distimia continua tocando a vida, mas está sempre reclamando", diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (HC).
O distímico só enxerga o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto dos mal-humorados é que os últimos reclamam de um problema, mas param diante da resolução. O distímico reclama até se ganha na loteria. "Não fica feliz, porque começa a pensar em coisas negativas, como ser alvo de assalto ou de seqüestro", diz o psiquiatra Antônio Egídio Nardi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Se você conhece alguém assim, abra os olhos da pessoa, porque raramente o distímico pede ajuda. Ele não se enxerga. "Para a maioria dos pacientes, o mau humor constante é um traço de sua personalidade. A desculpa pela rabugice recai sempre no ambiente ao seu redor, o que inclui o tempo, o chefe ou a sogra, por exemplo".
O bancário João (nome fictício), 40, diagnosticado oito anos atrás, confirma: "Eu achava que era algo que vinha desde a infância, que fazia parte da minha educação. Quando o médico disse o que eu tinha, foi como tirar um peso das costas".
Dele e da mulher também, a secretária Helena (nome fictício). "Ele sempre arranjava algum motivo para reclamar. A torneira da cozinha quebrava, e ele via aquilo como se fosse o fim do mundo. Eu vivia em tensão. Fazia de tudo para poupá-lo do dia-a-dia, mesmo assim ele encontrava algo para reclamar", conta ela. A situação piorou quando a intolerância passou a mirar os filhos. "Fomos procurar ajuda, mas demorou anos para alguém acertar o diagnóstico."
Esse transtorno mental atinge, pelo menos, 180 milhões de pessoas no mundo, que, quando não tratadas, tendem a se isolar. "Levantar da cama era um martírio. No chuveiro, já começava a me angustiar. Pensava nas horas em que ia ficar na marginal, no papo monótono dos colegas de trabalho e no dia que vinha pela frente, cheio de decepções. Nada tinha graça", conta a executiva Fernanda (nome fictício), 37.
A doença não deve ser subestimada, pois o portador corre um risco 30% maior de desenvolver quadros depressivos graves. "Sem contar que também pode levar as pessoas ao consumo de álcool ou outras drogas, pois elas se iludem achando que assim acabam com a irritação."
O mau do humor é herdado e, em geral, manifesta-se na adolescência, desencadeado por um acontecimento marcante. Porém, como essa fase da vida já é, de modo geral, conturbada, há dificuldade de identificar a doença.
Aliás, quem tem distimia costuma procurar ajuda só quando ela já evoluiu para um quadro depressivo grave. "O desconhecimento prevalece nos primeiros anos. Essas pessoas aprendem a funcionar irritadas. Acham que, por ser um traço de personalidade, o problema é imutável. Um erro freqüente."
O mau humor patológico não precisa ser eterno. "Poucos sabem que a distimia pode ser tratada com a ajuda de medicamentos antidepressivos associados à terapia, cuja base é a psicologia cognitiva."
Segundo a psicóloga Mariângela Gentil Savoia, que atende distímicos no HC, a terapia leva o paciente a vivenciar suas aflições. "O objetivo é ensinar uma nova forma de pensamento. Se ele não suporta sair de casa, sintoma comum na distimia, forçamos os passeios. A idéia é que ele aprenda a sentir prazer novamente", diz Savoia.
Já as causas, como ocorre na depressão, estão em um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. "Daí a eficácia dos antidepressivos, cuja função é restabelecer esse equilíbrio químico", diz o psiquiatra Diogo Lara, da PUC-RS.
Para certificar-se de que a rabugice é mesmo patológica, os sintomas devem persistir por, no mínimo, dois anos. Se a pessoa for mulher, as chances de haver distimia dobram - a variação hormonal do organismo feminino explica a desvantagem.
E, se o mau humor patológico tem remédio, o mau humor "natural" também. Vários fatores interferem no humor. O cheiro, por exemplo, que é capaz de abrir o sorriso no rosto de um trombudo. E mais: ao contrário do que se pensa, o humor melhora com a idade!
Graciele Girardello é neuropsicóloga em Cuiabá e escreve em A Gazeta aos sábados. E-mail: g.girardello@terra.com.br
Escrito por professorjuacy às 20h37
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Não ao tabagismo
Fonte - Site Jornal A Gazeta, Cuiaba, 31-05-2008
Da Editoria
O tabagismo mata mais anualmente do que a soma de óbitos por Aids, álcool, acidentes de trânsito e suicídios somados. É responsável por 25% das mortes por doença cérebro-vascular, como os derrames, por 45% das mortes por doenças coronarianas, tais como infarto do miocárdio, 85% das mortes por doenças pulmonares obstrutivas crônicas (como o enfisema), por 30% das mortes por câncer, no geral, sendo: 90% de pulmão e 92% boca e garganta. Hoje, morrem no Brasil cerca de 200.000 pessoas por doenças associadas ao tabaco.
Neste Dia Mundial de Combate ao Fumo, estas estatísticas comprovam a necessidade de discutir cada vez mais o assunto e divulgar tais informações torna-se uma tentativa de sensibilizar os fumantes para que abandonem esse vício que tantos malefícios provoca neles mesmos e nos outros.
Nem mesmo a alegação de que a indústria do tabaco movimenta milhões e de que gera empregos serve de desculpa para a manutenção desta atividade econômica que provoca muito mais danos do que benefícios.
Apesar de toda a cruzada implementada em muitos países contra o consumo de tabaco, este é um vício ainda muito presente e em faixas etárias bastante jovens. Pesquisa do Hospital do Coração, em São Paulo, aponta que os jovens começam a fumar cada vez mais cedo, 71% iniciam o fumo na faixa etária dos 10 aos 18 anos, sendo que 32% começaram a fumar por curiosidade, 21% por prazer, 35% por influência de amigos e 12% outros motivos. Os dados indicam ainda que a influência familiar é determinante no comportamento do jovem, uma vez que 70% dos adolescentes que começam a fumar têm pais ou mães fumantes, uma prova de que este é um círculo vicioso que precisa ser quebrado e toda iniciativa é positiva. Há ainda outro agravante, o cigarro, uma droga lícita, abre portas para o consumo também das drogas ilícitas gerando situações e problemas bastante graves. Apesar de não haver uma negação dos direitos individuais, no caso do consumo do tabaco, a questão se torna de interesse público porque afetando a sociedade como um todo, visto que, além da fumaça que fica no ar contaminando os ambientes, os custos de saúde pública para cuidar de pacientes doentes por causa do tabagismo são pagos por todos nós.
Escrito por professorjuacy às 20h34
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Eleições 2008
Fonte- Site Jornal A Gazeta, Cuiaba, 30-05-2008
Juacy da Silva
À medida que o tempo passa os conchavos, os acordos e os "acertos" a portas fechadas entre partidos, candidatos e grupos políticos vão dando o tom de como serão as eleições municipais deste ano. A única coisa que o povo não pode esperar é que o primado da coerência ideológica, programática e discursos possam ser levados a sério, pois a dissimulação e a infidelidade são as marcas registradas da maioria dos integrantes da chamada "classe política".
As experiências do passado, os compromissos recentes e as tendências obtidas nas pesquisas de opinião pública jamais podem ser considerados ao pé da letra e muito menos uma garantia para que tais acordos possam ser cumpridos no futuro.
As eleições municipais deste ano representam um jogo preliminar ou um aquecimento do que deve ocorrer em 2010, se bem que tem muita água para rolar e muitas nuvens vão se formar e se dissipar nesses próximos meses. O atrelamento de vários partidos ao governo Lula, com objetivos nem sempre claros podem não se repetir nem a nível de Estados e muito menos em nível municipal. Por exemplo, as principais estrelas do PT parecem que simplesmente amarelaram e "abdicaram" de disputar as eleições em Cuiabá.
Apesar das prévias ocorridas no citado partido e a escolha de um candidato, parece que o desejo maior do PT, juntamente com o PSB e PC do B é serem coadjuvantes do candidato do PR, um empresário desconhecido no cenário político, considerado "afilhado" do governador Maggi.
Apesar do discurso de defesa do socialismo/comunismo e dos trabalhadores, esses partidos de "esquerda" não titubeiam em apoiar um candidato que representa os interesses da chamada burguesia, esquecendo o discurso e a ideologia.
Da mesma forma, o acordo entre o PP e o DEM, que supostamente deve consolidar a candidatura do senador Jaime Campos ao governo do Estado, é um golpe profundo no discurso de modernidade e gestão "empresarial" do governador e poderá sepultar seu futuro político.
Todos sabem que sem o apoio do PP e do DEM o governador Blairo Maggi não teria sido eleito e reeleito. Apesar deste apoio em algumas oportunidades o mesmo tecia criticas às oligarquias atrasadas, referindo-se à cúpula do DEM e marcadamente à família Campos.
O governador dificilmente conseguirá eleger seus candidatos nos maiores colégios eleitorais, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres e Barra do Garças, o que o colocará na condição uma carta quase fora do baralho, tanto nessas quanto nas eleições de 2010.
No caso de Cuiabá, apesar do acordo firmado entre o DEM e o PP, a candidatura de Walter Rabello corre risco, principalmente em função dos resultados adversos que o mesmo vem colhendo, incluindo a cassação de seu mandato pela Justiça Eleitoral. As últimas pesquisas de opinião têm demonstrado uma queda acentuada nos índices de Walter Rabello, bem como um baixo desempenho do antes suposto e agora candidato do PR e de outros pretendentes. Até hoje ninguém conseguiu "entender" como campeões de votos como os deputados Sérgio Ricardo e Maksuês Leite renunciaram às suas pretensões de disputar os pleitos em Cuiabá e Várzea Grande.
Enquanto isto, apesar da marcação cerrada que os demais candidatos e partidos vêm fazendo em cima do atual prefeito Wilson Santos, aos poucos, devagarinho o mesmo vai consolidando um arco de alianças que com grandes chances poderá reconduzi-lo ao Palácio Alencastro, para amargura e desespero das demais correntes e agrupamento políticos de nosso Estado.
Basta recordar que nas últimas eleições o então candidato e hoje prefeito enfrentou o poderio dos mesmos grupos econômicos, máquinas dos governos federal e estadual, o caixa dois do PT e outras forças e acabou vencendo as eleições.
Vamos aguardar as novas pesquisas de opinião e as acomodações políticas e partidárias e ver como o eleitorado está reagindo a esses conchavos e articulações. Os caciques podem acabar ficando decepcionados!
Juacy da Silva é professor universitário, mestre em sociologia e colaborador de A Gazeta. E-mail: professorjuacy@yahoo.com.br; Site: www.justicaesolidariedadae.com.br
Escrito por professorjuacy às 20h30
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Mais uma renegociação
Fonte:Site Estadao online, 30/05/2008
Em mais um impulso de generosidade, o governo decidiu refinanciar dívidas do setor rural no valor de R$ 75,5 bilhões, beneficiando pequenos, médios e grandes proprietários de forma indiscriminada, sem levar em conta suas necessidades efetivas, suas dificuldades e seus antecedentes. O benefício equivale a 80% dos compromissos do setor com risco da União, estimados em R$ 87,5 bilhões, correspondentes a 2,8 milhões de contratos, e foi concedido por meio de medida provisória (MP). Por sua amplitude, essa iniciativa, além de impor mais um pesado encargo ao Tesouro, é mais um incentivo ao calote. Devedores incluídos em renegociações desde os anos 90 foram mais uma vez favorecidos e todos podem estar certos quanto a um ponto: pressões políticas articuladas pela bancada ruralista poderão produzir efeitos semelhantes num futuro não muito longínquo, especialmente se forem reforçadas num ano de eleições. Esta é a quarta rolagem desde 1995.
"Vamos reintegrar quem ficou para trás por causa de seca, enchentes e câmbio", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na cerimônia de assinatura da MP. Mas não se pode levar a sério essa afirmação, porque não houve, de fato, um levantamento criterioso da situação dos devedores nem se considerou a melhora financeira de muitos produtores graças à elevação dos preços no mercado internacional. Essa melhora se reflete, por exemplo, no grande aumento das vendas de caminhões e de equipamentos agrícolas.
A nova renegociação proporcionará aos devedores um ganho de R$ 9 bilhões, segundo o ministro, mas o custo para o Tesouro, acrescentou, não passará de R$ 1,16 bilhão, até 2010. Como é possível? A explicação merece entrar na coleção de citações do ministro Mantega: cerca de R$ 12 bilhões já foram lançados como prejuízos nos fundos constitucionais ou inscritos na dívida ativa da União nos últimos dois anos. Então está certo: se as perdas contabilizadas não são para ser levadas em conta, vale a pena continuar renegociando com muita generosidade e nenhuma discriminação. Se houver novos prejuízos, bastará lançá-los nas colunas certas e ninguém terá de se preocupar. Ou, como costuma dizer um comentarista esportivo: para São Sebastião, o que é uma flecha a mais?
O refinanciamento é muito mais que uma rolagem dos compromissos. A MP alonga prazos de pagamento, reduz custos financeiros, perdoa encargos de inadimplência e cria facilidades para liquidação de juros vencidos. Em grande parte, a nova iniciativa do governo corresponde a uma anistia financeira a devedores do crédito rural. Também por isso é um estímulo considerável a novos calotes: quem deixar de pagar poderá ser beneficiado não só por mais um reescalonamento, mas também, muito provavelmente, por uma redução do saldo devedor.
Mas a bancada ruralista está insatisfeita com os benefícios e promete modificar a MP, no Congresso, para incluir nos novos critérios débitos contratados com risco bancário. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o governo ficará atento à tramitação e tentará impedir qualquer ampliação dos custos impostos ao Tesouro Nacional. Também não há por que acreditar em promessas desse tipo. As pressões políticas vão continuar fortes e o Executivo não deixará de ser sensível a conveniências eleitorais. Fica para ser conferido se o governo de fato resistirá à bancada ruralista.
Os R$ 12 bilhões não incluídos na renegociação - a diferença em relação aos R$ 87,5 bilhões - correspondem a empréstimos com vencimentos nos próximos anos. Muito provavelmente os devedores tentarão reescalonar o vencimento desses compromissos e - por que não? - obter descontos. Até lá, mais débitos serão acumulados e o refinanciamento poderá envolver um valor bem maior que a fatia não incluída na MP. Não há por que duvidar. O governo sempre achará um jeito de atender às pressões dos devedores, principalmente dos grandes, e a bancada ruralista não mudará seu comportamento. Ao mesmo tempo, o Executivo continuará reclamando da falta de dinheiro para os programas da saúde e outros itens da chamada política social.
Escrito por professorjuacy às 17h20
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'Não quero ir ao ringue', diz Maggi em fórum da Amazônia
Fonte: Site Estadao online, 30/05/2008
Após trocar acusações com o ministro do Meio Ambiente, governador do MT diz que quer dialogar
Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo
BELÉM - O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, chegou nesta sexta-feira, 30, ao Centro de Convenções, onde está sendo realizado o I Fórum de Governadores da Amazônia Legal, com disposição ao diálogo. "Não vim aqui para ir ao ringue. Vim para negociar e discutir", disse Maggi que vinha protagonizando um tiroteio verbal pela imprensa com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Os dois tiveram um rápido encontro na entrada do Centro de Convenções, onde será realizado o encontro.
Blairo Maggi cobra do governo alteração na portaria 96, assinada em 27 de junho pela ex-ministra Marina Silva. A portaria, segundo o governador, torna quase impossível a concessão de crédito oficial para todos os municípios do Acre, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima e outras 106 cidades do Maranhão, Mato Grosso e Tocantins que, embora estejam no cerrado, foram incluídos pela ministra no bioma Amazônia.
A expectativa é de que Lula anuncie na reunião com os governadores uma mudança na portaria. O Ministério da Fazenda estima que os créditos para os cerca de 500 municípios bloqueados envolvem R$ 2,6 bilhões.
Veja também:
Especial: Amazônia - Grandes reportagens 
Escrito por professorjuacy às 17h17
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Minc anuncia R$ 1 bi para desmatador voltar à legalidade
Fonte: Site Estadao online, 30/05/2008
Ministro diz que agricultores que estiverem na ilegalidade para desmatar sofrerão a ação da Polícia Federal
Angela Lacerda, de O Estado de S. Paulo
BELÉM - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no seu discurso aos governadores da Amazônia nesta sexta-feira, 30, anunciou que os produtores que quiserem legalizar a sua situação e recompor as áreas de reserva exigidas pela lei terão R$ 1 bilhão. Dessa forma, os agricultores poderão se enquadrar novamente nas regras para recebimento de crédito. "Uma coisa é você obrigar, a outra é você dar meios. Todos aqueles que queiram se legalizar e recompor as áreas de reserva legal vão ter R$ 1 bilhão. É uma obrigação legal, mas agora os recursos vão garantir que ela seja cumprida", disse o ministro.
Minc afirmou ainda que a resolução do Banco Central que bloqueia crédito agrícola para quem não possui regularização ambiental será mantida. E destacou: "Para quem estiver na ilegalidade para desmatar, sofrerá a ação da Polícia Federal". O ministro chegou a Belém vindo da Alemanha, onde foi reivindicar ajuda financeira para a Amazônia. Ele confirmou que no próximo dia 5, será assinado o acordo que criará o Fundo de Proteção da Amazônia. Explicou que na viagem que fez à Alemanha, já foi conseguida a primeira doação, da Noruega, que garantiu US$ 100 milhões por ano durante cinco anos, para manter a floresta em pé para a sua recuperação.
Minc garantiu que quem quiser regularizar sua situação terá todo apoio para as atividades extrativistas, e declarou que o governo vai oferecer "milhões de reais, preço mínimo, tudo de bom".Ele disse que a Operação Arco Verde terá recursos para o bom desenvolvimento, mas que terá mão dura contra a impunidade ambiental e os criminosos ambientais. Apesar do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), ser a favor da revogação da resolução, Minc afirmou que principalmente agora que começa a estiagem na região amazônica - nos meses de junho, julho e agosto - "não se pode dar crédito para desmatar".
O ministro explicou que alguns municípios não serão atingidos pela resolução por não pertencerem ao bioma Amazônia. Propriedades que ficam na fronteira em área de cerrado ou pantanal deverá ter acesso à financiamentos. Um pouco antes, Maggi afirmou que não se podia ser simplista impedindo quem está produzindo de produzir. "Uma proibição pode levar a um aumento da ilegalidade", alertou ele. O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, disse que pela primeira vez na história, a Amazônia ocupa o centro da atenção nacional . "A nação anseia por uma reconciliação profunda e duradoura e de desenvolvimento e preservação". Para ele, o maior problema é que "estamos muito aquém de onde devíamos estar, tanto em iniciativas de preservação como de desenvolvimento".
Ele afirmou que o Ministério tem propostas de iniciativas em sete áreas para promover a reconciliação entre desenvolvimento e preservação. As áreas se referem a incentivos para iniciativas economicamente viáveis, promoção de práticas cooperativas, transporte e capacitação de recursos humanos, entre outras.
Veja também:
Minc anuncia zoneamento agroecológico da Amazônia
'Não quero ir ao ringue', diz Maggi em fórum da Amazônia
Especial: Amazônia - Grandes reportagens 
Escrito por professorjuacy às 17h13
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A importância dos planos de vôo Como você concilia os seus objetivos e atitudes?
Fonte: Site Yahoo noticias, 30/05/2008
A mente dos pessimistas atua como moscas. Voa atarantada, alternando percursos. Pousa em alimentos doces e nutritivos, e logo depois vai atrás de feridas, águas paradas e dejetos.
Os negativistas reagem a uma coisa boa lembrando-se de críticas ou tentativas mal sucedidas, repetem sempre frases com mensagens desanimadoras.
Já a mente dos otimistas se assemelha à das abelhas: seu vôo é direcionado. Seja na busca do pólen, seja na produção do mel, as abelhas buscam benefícios para |
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sí e para as flores.
É esse estado de espírito que dá garra, ajuda na geração de idéias, torna as pessoas agradáveis aos olhos dos outros.
Você mostra um plano e ouve um não vai dar certo , acompanhado de um nariz empinado?
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É terrível, não?
Talvez seu interlocutor apenas tentou visualizar os riscos de um projeto para evitá-los ou administrá-los. Nesse caso você vai se beneficiar com as críticas.
O perigo é o pessimista crônico, aquele que tende a apontar aspectos negativos para se sentir importante, evitar o sucesso alheio porque não quer se envolver com mudanças decorrentes de novas idéias. O pessimismo pode ser contagioso.
Toda vez que a mente humana absorve uma determinada forma de pensar, ela tende a repetir esse percurso. Assim, uma crítica negativa pode desencadear uma avalanche de condenações. Da mesma forma, quanto mais pessimistas forem as pessoas de um determinado meio, mais pessimistas elas ficarão.
Felizmente, o otimismo também contagia. Idéias provocam mais idéias, pessoas motivadas geram mais motivação. Você provavelmente já viveu esse processo. Às vezes ele é interrompido pelo zumbido de alguma mosca, mas caso contrário ele só tende a crescer.
Como sua mente voa? Ela tende a se desviar de seus objetivos e pousa nas críticas como as moscas? Ou será que como as abelhas - persegue as oportunidades, absorvendo o que há de bom e bonito do meio ambiente?
Voar como mosca, devido a algo que ocorreu ou contaminado pela influência de outros, tira a energia para a ação. A tendência é permitir que os pensamentos negativos se multipliquem seguidos pela inveja e vontade de ver o circo pegar fogo. Por outro lado, cada vez que você voa como abelha, sua autoconfiança cresce. E cresce também a vontade de realizar, o prazer pelo desafio, o bom humor.
Não significa que você não verá os riscos, mas sim que vai administrá-los de uma forma construtiva. O pensamento não é incontrolável: Os seres humanos são capazes de recorrer a um diálogo interno no qual cada pessoa, ao se perceber num vôo de mosca, pode se propor a mudar para o vôo da abelha.
Esse procedimento é chamado de meta-pensamento, ou seja, pensar sobre como pensar. A maioria das pessoas acredita que andar, falar ou pensar são manifestações totalmente espontâneas. Na verdade, são hábitos aprendidos e apreendidos e, como tal, podem ser modificados. Em minha prática com direcionamento mental, presencio resultados rápidos e permanentes. Basta um pouco de técnica e a conscientização constante dos rumos que a mente está tomando.
Você domina seus pensamentos. Prefere mosca ou abelha?
Para saber mais, acesse: www.giselakassoy.com.br |
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Gisela Kassoy, consultora especialista em Criatividade e Inovação. Estudou na Creative Education Foundation e no Center for Creative Leadership, nos Estados Unidos, e fez o curso de Pensamento Lateral, na Bélgica. Além da pós-graduação em Dinâmicas de Grupos, pela PUC. |
Escrito por professorjuacy às 17h02
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Polêmica amazônica
Fonte: Site Jornal A Gazeta, Cuiabá, 25/05/2008
Frederico Carlos Soares Campos
Sou observador atento dos acontecimentos que envolvem o crescimento socioeconômico do meu Estado natal, o Mato Grosso territorialmente recém-dividido. Isto porque tive a feliz oportunidade de ser o primeiro governador após sua divisão, ocasião em que o trabalho eficiente de uma excelente equipe técnica assegurou as bases indispensáveis para a gestão das equipes subseqüentes.
Dos idos de 1979 aos dias de hoje, vejo, escuto, leio e no íntimo aprecio a somatória dos atos administrativos e políticos que tanto têm impulsionado o desenvolvimento de Mato Grosso, surpreendendo mesmo as demais unidades federadas do nosso país.
Hoje, aí está o presidente Lula vangloriando-se pelo notável crescimento da Nação, como se fora ele o direto autor da economia manipulada e gerada pela vasta iniciativa privada. Certo que medidas há da gestão presidencial consolidando o processo com nítidos e insofismáveis efeitos no intercâmbio internacional. Porém, falhas também existem, em destaque a polêmica da Amazônia brasileira, talvez representando mesmo o decair da decantada aura administrativa do governo Lula.
Veja o leitor: Como aceitar a nomeação de um antropólogo para o importante cargo de ministro do Meio Ambiente, que lá da capital francesa já dizia conhecer bem o estado do Rio de Janeiro e nada da Amazônia? Como aceitar, senhor presidente, as levianas acusações do seu novo ministro contra o governo do estado de Mato Grosso sem qualquer prévia análise dos problemas existentes? Como aceitar a "brilhante" idéia do ministro Carlos Minc de "empurrar" para os militares os deveres de sua pasta? E agora, a somar o disparate, como aceitar a noticiada captação por sua excelência Carlos Minc, lá na Alemanha, de nada menos que 150 milhões de euros para execução de programas na Amazônia? Já não bastam as 47 fazendas de estrangeiros plotadas na Amazônia? Onde, senhor presidente, a segurança nacional com a clara intenção do ministro Carlos Minc fazendo da Amazônia a garantia hipotecária do dinheiro estrangeiro?
Onde, senhor presidente, a verdadeira garantia aos brasileiros da sua magnífica Amazônia?
O governador Blairo Maggi tem toda razão a se ver acossado por ações desse tipo merecendo indiscutível atenção do presidente Lula e seus ministros.
O problema existe como também são conhecidas soluções, mesmo considerando que não figuram no demagógico PAC nacional.
Aqui fica o meu solidário protesto, em defesa do governo deste Estado que deu exemplo ao Brasil do desenvolvimento sem o paternalismo federal, apenas acreditando nos brasileiros que para cá vieram.
Frederico Carlos Soares Campos é engenheiro e ex-governador de Mato Grosso de 1979 a 1983. E-mail: fcscn@hotmail.com
Escrito por professorjuacy às 08h36
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Estudo comprova eficácia da yoga para melhorar dores crônicas nas costas
Fonte: Site Ambiente Brasil, 29/05/2008 |
Um novo estudo demonstrou que a prática da yoga pode ser mais eficiente do que os exercícios convencionais para os que sofrem de dor nas costas.
A pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas da Universidade de Washington, em Seattle (EUA). As dores crônicas nas costas podem se tornar um fator limitante para os que sofrem desse mal, e que muitas vezes dependem de analgésicos para realizar suas atividades do dia-a-dia.
A prática de exercícios como maneira de aliviar as dores das costas está comprovada, porém até hoje não existiam estudos que demonstrassem superioridade de um tipo de exercício sobre outros. Os pesquisadores dividiram um grupo de cem pacientes com dor crônica nas costas em três grupos menores.
O primeiro grupo fez exercícios convencionais, como alongamento, treinamento de força e aeróbicos. O segundo participou de aulas de yoga e o terceiro somente recebeu orientações sobre cuidados. Após três meses, o grupo da yoga desempenhava melhor suas atividades diárias e também necessitou de doses menores de analgésicos. Os benefícios se mantiveram na reavaliação, seis meses após o início da pesquisa.
Os médicos alertam que, se alguém quiser optar pela yoga para tratar de suas dores, deve procurar um professor que esteja habituado a trabalhar com alunos com esse problema. (Fonte: G1)
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Escrito por professorjuacy às 08h24
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Qualidade de vida
Fonte: Site Jornal A Gazeta, Cuiabá, 24/05/2008
Da Editoria
Esta semana ministros de 191 países participaram da Assembléia Mundial da Saúde em Genebra, na Suíça, cujo ponto principal de discussão foram os gastos com doenças que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), custarão US$ 50 bilhões ao Brasil em 10 anos. Na China, o custo poderá chegar a US$ 558 bilhões, contra US$ 237 bilhões na Índia. Na Inglaterra, os prejuízos não devem passar de US$ 33 bilhões. Ainda segundo os dados levantados, a falta de atendimento público em muitos países obriga as pessoas a buscar alternativas privadas. Para pagar por tratamento, cerca de 100 milhões de pessoas são colocadas na pobreza. Diante de tais números é urgente traçar estratégias para enfrentar o problema.
O mais alarmante é que doenças não-transmissíveis, como diabetes, obesidade, câncer e problemas cardíacos, passaram a afetar mais as pessoas no mundo e matar um número maior do que doenças como Aids, tuberculose ou malária. Segundo dados da OMS, doenças crônicas são responsáveis por 60% de todas as mortes no mundo e problemas como obesidade e diabete não são apenas doenças de países ricos. Nos próximos 25 anos, essas doenças vão matar 47 milhões de pessoas por ano, com altos custos para as economias. O cálculo da OMS é feito a partir da redução na capacidade produtiva das populações, além dos custos médicos para os sistemas de saúde que a explosão dessas doenças pode representar.
Além de mais pobres, os países emergentes terão um custo bem superior ao dos países ricos para tratar desses problemas. Para tentar reverter a tendência, uma das estratégias da OMS é a de convencer o setor privado a também se envolver e estimular padrões de vida mais saudáveis. A idéia é que empresas, principalmente as multinacionais, adotem práticas para garantir boa saúde entre seus funcionários.
Nos países pobres, a situação se complica mediante a falta de infra-estrutura básica, como saneamento, água tratada, boas condições de moradia, permitindo a proliferação de doenças. A educação é outro ponto nevrálgico quando o assunto é saúde, por implicar em práticas pouco saudáveis. Não podemos esquecer ainda a questão ambiental, cujas variações de clima afetam diretamente a saúde.
Escrito por professorjuacy às 08h21
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TNC, FAMATO E SEMA divulgam dados sobre a vegetação da Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço
Fonte:Site Ambiente Brasil, 29/05/2008 |
A The Nature Conservancy (TNC), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema-MT) divulgam nesta quinta-feira, dia 29, os resultados do Projeto Cerrado Sustentável - Agricultura e Conservação, que analisou os passivos ambientais de Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP) de 750 mil hectares em sete municípios da Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço, em Mato Grosso, e indica que há uma capacidade de regeneração significativa das áreas de mata ciliar da região.
De acordo com Glauco Freitas, coordenador do Projeto pela TNC, "o projeto demonstra que é possível envolver o poder público e a sociedade civil para garantir a qualidade da água de uma das bacias hidrográficas mais importantes para a produção agropecuária da região, além da conservação da biodiversidade aquática, de extrema importância."
A análise dos passivos ambientais de 750 mil hectares incluiu os municípios de Poxoréu, Dom Aquino, Jaciara, Juscimeira, São Pedro da Cipa, Rondonópolis e Campo Verde, e verificou que há um déficit de 17% de RL na área de Cerrado e de 21% na área de transição entre Cerrado e floresta. A RL é a porcentagem de área com vegetação nativa a ser preservada em cada propriedade rural, determinada pelo Código Florestal Brasileiro. A capacidade de regeneração significativa das áreas de mata ciliar degradadas da região é fundamental para agilizar e baratear o custo da recuperação destas matas e garantir os serviços ambientais por ela prestados. O levantamento identificou que 40% das matas ciliares precisam ser restauradas.
Glauco explica que a capacidade de regeneração da vegetação nativa se dá devido à quantidade de remanescentes de cerrado existente na região capaz de produzir e dispersar sementes que nascerão sozinhas, sem necessidade de grandes áreas de plantio de espécies nativas. "Para que a regeneração natural ocorra também é preciso retirar os fatores que causam a degradação, como fogo e o pisoteio do gado", complementa. O trabalho de capacitação dos técnicos e extensionistas da região para recuperação de áreas degradadas será realizado nos meses de junho e julho próximos pela Sema, TNC e ESALQ/USP, com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Esses resultados fazem parte dos dados levantados em dois anos e meio de trabalho pelo projeto Cerrado Sustentável Agricultura e Conservação, que contou com o apoio financeiro da Caterpillar, e serão apresentados no Encontro Internacional de Negócios da Pecuária (Enipec), no Centro de Eventos Pantanal, em Cuiabá, às 18h15min, no Auditório dos Pássaros.
Na ocasião, será lançada a publicação "Recuperação de áreas degradadas - uma proposta para o cerrado da Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço-MT", em versão para o produtor rural. A equipe do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal da Escola Superior Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Lerf/Esalq/USP) foi a responsável pelos dados técnicos da publicação, fruto da pesquisa de campo realizada em 2007 na região.
As instituições parceiras do projeto reconhecem que o Vale do Rio São Lourenço é carente em termos de desenvolvimento econômico e, sem recursos financeiros, é muito difícil recuperar áreas degradadas. Por isso, o projeto fez um estudo da cadeia produtiva da pecuária na região e está sugerindo formas de melhorar a performance econômica do produtor rural. Para Amado Oliveira, representante da Famato no Projeto, "a parceria foi feita para identificar os problemas ambientais, mas também para buscarmos juntos uma solução para os problemas." (Fonte: TNC/Lead Comunicação)
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Escrito por professorjuacy às 08h12
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Mangabeira diz que Brasil falha na tarefa de preservar a floresta amazônica
Fonte: Site Ambiente Brasil, 29/05/2008 |
O ministro de Assuntos Estratégicos e coordenador do Projeto Amazônia Sustentável (PAS), Mangabeira Unger, admitiu na quarta-feira (28) que o Brasil tem falhado na tarefa de preservar a floresta. Segundo o ministro, o país não fez o bastante “nem em matéria de desenvolvimento, nem de preservação da Amazônia”.
Para Unger, a defesa da Amazônia deve ser desenvolvida levando em consideração dois aspectos: monitoramento e mobilidade. “A combinação desses dois imperativos começará a assegurar, de fato, a defesa militar da Amazônia. A defesa militar da Amazônia é uma condição necessária, mas não suficiente para afirmação da nossa soberania”, disse.
Durante reunião conjunta das comissões da Amazônia e das Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, para discutir o conflito na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o ministro argumentou que o PAS não tratará “apenas” da floresta amazônica, mas desenvolverá ações nas regiões do cerrado e savanas tropicais existentes na área da Amazônia Legal.
“Nossa tarefa na Amazônia não se reduz à proteção da floresta e à organização do manejo florestal sustentável”, ressaltou Unger afirmando que a defesa da Amazônia não estará completa enquanto não forem colocados em prática projetos de desenvolvimento sustentável. “Sem projeto econômico, consequentemente, não haverá estruturas sociais produtivas e organizadas (na Amazônia)”, afirmou.
Questionado sobre iniciativas internacionais que visariam a comprar a Amazônia, o ministro afirmou que a proteção da floresta é uma questão de soberania nacional. “Qualquer discussão nossa com o mundo a respeito da Amazônia é a reafirmação inequívoca e incondicional de nossa soberania. Quem cuida da Amazônia Brasileira é o Brasil e mais ninguém”, disse. (Fonte: Agência Brasil)
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Escrito por professorjuacy às 08h09
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Para que serve a neuropsicologia
Fonte: Site Jornal A Gazeta, Cuiaba, 24/05/2008
Graciele Giardelo
A neuropsicologia é uma interface ou aplicação da psicologia e da neurologia, que estuda as relações entre o cérebro e o comportamento humano.
Segundo Luria (1981), a neuropsicologia é a área específica da Psicologia, que tem como objetivo peculiar a investigação do papel de sistemas cerebrais individuais em formas complexas de atividades mentais.
Assim Luria acreditava que o propósito da neuropsicologia era: "...generalizar idéias modernas concernentes à base cerebral do funcionamento complexo da mente humana e discutir os sistemas do cérebro que participam na construção de percepção e ação, de fala e inteligência, de movimento e atividade consciente dirigida a metas" ( Luria,1981, p. 4).
Outros autores como Gil (2002) e Mello (1996) acreditam que a neuropsicologia visa ao estudo dos distúrbios cognitivos, emocionais e comportamentais, bem como o estudo dos distúrbios de personalidade provocados por lesões do cérebro, que é o órgão do pensamento e, portanto, a sede da consciência.
Além de elucidar os mecanismos de ação por traz das funções cognitivas e dos comportamentos, a neuropsicologia tem um papel clínico bem definido, que é o de atuar no diagnóstico e conseqüente estabelecimento de programas reabilitatórios para indivíduos com qualquer tipo de seqüela neuronal.
Além disso, fornece dados objetivos e formula hipóteses sobre o funcionamento cognitivo, atuando como auxiliar na tomada de decisões de profissionais de outras áreas, fornecendo dados que contribuam para as escolhas de tratamento medicamentoso e cirúrgico. Ainda hoje, grande parte da população que procura um neuropsicólogo vem encaminhada por psicólogos, psiquiatras e neurologistas. Essa população de pessoas que sofreram algum tipo de transtornos e/ou seqüelas, é a grande maioria, entretanto existe uma pequena parcela que procura o neuropsicólogo por preocupações de desempenho cognitivo, como por exemplo, um esquecimento, ou uma falta de concentração em atividades, gerando assim um campo que poderia ser chamado como "neuropsicologia preventiva".
Existem dois campos de atuações que são fundamentais na profissão do neuropsicólogo:
1. Diagnóstico - Através do uso de instrumentos (testes, baterias, escalas) padronizados para avaliação das funções cognitivas, o neuropsicólogo irá pesquisar o desempenho de habilidades como atenção, percepção, linguagem, raciocínio, abstração, memória, aprendizagem, habilidades acadêmicas, processamento da informação, visuoconstrução, afeto, funções motoras e executivas. Esse diagnóstico tem por objetivo poder coletar os dados clínicos para auxiliar na compreensão da extensão das perdas e explorar os pontos intactos que cada patologia provoca no sistema nervoso central de cada paciente.
2. Tratamento (reabilitação) - Com o diagnóstico em mãos é possível realizar as intervenções necessárias junto aos pacientes, para que possam melhorar, compensar, contornar ou adaptar-se às dificuldades. Essas intervenções podem ser no âmbito do funcionamento cognitivo, ou seja, no trabalho direto com as funções cognitivas (memória, linguagem, atenção, etc.) ou com um trabalho muito mais ecológico, no ambiente de convivência do paciente, junto de seus familiares, para que atuem como co-participantes do processo reabilitatório; junto a equipes multiprofissionais e instituições acadêmicas e profissionais, promovendo a cooperação na inserção ou reinserção de tais indivíduos na comunidade quando possível, ou ainda, na adaptação individual e familiar quando as mudanças nas capacidades do paciente forem mais permanentes ou de longo prazo.
Entre os profissionais interessados pela neuropsicologia ressaltam-se os educadores, que têm no processo ensino-aprendizagem o seu objeto de investigação. Sujeitos com perturbações na aprendizagem sempre existiram e por isso estudos sobre os fatores determinantes destas perturbações existem há séculos. Na área escolar, a crença de que o aprendizado ocorre na mente e esta não tem nada a ver com o corpo levou muitos educadores a acreditar que o estudo do corpo cabia apenas aos profissionais da área da saúde ou quiçá ao professor de educação física.
Atualmente, a maioria dos educadores/professores/pedagogos deixa de considerar tanto os fatores biológicos quanto os ambientais no desenvolvimento e aprendizagem humanos e comportamento do indivíduo. A maioria dos educadores compreende que tudo que é psicológico é também biológico - ambos indissociáveis. Assim, tenha o aprendiz dificuldades ou distúrbios de aprendizagem, o conhecimento dos métodos neuropsicológicos pelos educadores permite não apenas uma avaliação e diagnóstico mais precoces e exatos, mas também o estabelecimento de programas de ação terapêutica e reeducativa para o aprendiz. A neuropsicologia estuda temáticas como: desenvolvimento cognitivo e aprendizagem; memória e inteligência; dislexias; transtorno do déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade; avaliação e diagnóstico neuropsicológico; etc.
Graciele Girardelo é neuropsicóloga e escreva para A Gazeta aos sábados. E-mail: g.girardello@terra.com.br
Escrito por professorjuacy às 07h59
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ELEICOES AMERICANAS
Análise: O tom dos números
LUCAS MENDES Fonte: Site Folha Online 21/05/2008 e BBC Brasil
Barack Obama tem os números: mais da metade dos delegados convencionais, mais vitórias em primárias e "caucus", mais vitórias em Estados.
Ela tem um argumento. Com os votos dos Estados de Michigan e Flórida, até agora banidos porque anteciparam as datas das primárias, ela teria maioria do voto popular e estaria eleita numa eleição nacional com 300 votos no colégio eleitoral. São necessários 270 para ser presidente. Obama não tem este número.
Argumento forte, mas o partido democrata corre o risco de perder a eleição se seu candidato for escolhido apenas na convenção em Denver e Hillary Clinton receber a indicação do partido. E também corre o risco de perder se indicar um candidato que não consegue a maioria do voto branco nem das mulheres nem dos velhos. Uma enrascada.
O contra-argumento é que os números não são imóveis e Obama, com apoio de Hillary, será capaz de conquistar os votos de Estados decisivos como Ohio, Pensilvânia, Virgínia Ocidental, Flórida, Kentucky e Michigan.
O senador vai vencer porque é o candidato que inspira mudanças. Que mudanças? Ele acabou de votar a favor dos subsídios para fazendeiros, uma lei deficitária e retrógrada. McCain votou contra e o veto de George Bush não será suficiente para derrubar a aprovação da Câmara e do Senado. Uma lei que vai custar US$ 30 bilhões ao contribuinte americano, vários países pobres e emergentes, entre eles o Brasil.
A renda dos fazendeiros americanos cresceu 56% nos últimos dois anos. Vão bem, obrigado, mas os subsídios vão sustentar plantadores de todos os tipos de culturas. Entre os mais beneficiados serão os açucareiros. O governo vai comprar açúcar pelo dobro do preço do mercado e revender com um prejuízo de 80%. Os preços de alimentos vão subir e aumentar a fome na África.
Os candidatos democratas recebem hoje 60% das contribuições dos lobistas, entre eles da indústria de energia, que conquistaram inclusive o voto de Barack Obama.
O senador McCain, que também faz uma campanha como candidato contra Washington e favor de mudanças, em especial contra as leis que favorecem os lobistas, está atolado até o pescoço na grana deles. Um dos principais chefes da campanha de McCain, Rick Davis, era um lobista que parou de defender interesses de empresas, a maioria estrangeira, há dois anos, para trabalhar para McCain.
Ente outras conexões suspeitas, ele armou um encontro, na Suíça, do senador com Oleg Derispaska, um empresário russo proibido de entrar nos Estados Unidos por causa de suas relações com o crime organizado na Rússia.
Pelo menos quatro dos principais dirigentes da campanha do senador faziam lobby para empresas e países estrangeiros, entre eles, Arábia Saudita, Albânia, Macedônia, Croácia, Taiwan e outros.
A senadora também não é pura. As conexões do marido, que poderia ser chamado de lobista, inclusive de empresas brasileiras, podem ser comprometedoras, mas continuam enrustidas e ela está com uma dívida de mais de vinte milhões de dólares.
O cenário é sombrio para todos os candidatos. Entre 2000 e 2006, a economia do país cresceu 15% mas a pobreza aumentou, a renda das famílias diminuiu, os preços de produtos essenciais aumentaram acima da média. Os muito ricos ficaram mais ricos. O custo das guerras no Iraque e Afeganistão entra nos trilhões.
A vitória decisiva da senadora em Kentucky e a do senador Obama no Oregon não mudam o cenário da campanha, embora ele tenha atingido um número simbólico: mais da metade dos votos dos delegados convencionais.
A novidade é o tom dos candidatos democratas: nenhum ataque dos dois adversários nos últimos comícios nem nos discursos depois das vitórias da terça-feira. O partido sairá unido. O fogo é no republicano.
Barack Obama está convencido de que será o candidato. A senadora promete que vai lutar até o fim, mas o tom dela é cada dia mais conciliatório e acomodado com a derrota em 2008. Atrás dos bastidores, fala-se num acordo para cobrir as dívidas de campanha da senadora, o que não seria novidade numa eleição americana.
Cada dia tudo fica mais como antigamente. Vamos começar a falar sobre 2012.
Escrito por professorjuacy às 20h03
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