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Escrito por professorjuacy às 05h32
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GESTÃO PÚBLICA E VIOLÊNCIA
JUACY DA SILVA
Um dos problemas mais sérios e que afetam profundamente a população brasileira é a onda de insegurança, de medo e de violência que campeia abertamente e que a cada ano vem aumentando. Pesquisas recentes realizadas por diversas organizações não governamentais e instituições de pesquisas indicam que 80% dos brasileiros tem muito medo de serem assassinados.
De acordo com o Instituto Sangari, que há mais de 30 anos elabora e divulga “O Mapa da violência no Brasil” em 2012 foram assassinadas 49.932 pessoas em nosso país. Os índices de homicídios (por cem mil habitantes) e o número total de assassinatos vem aumentando desde 1980.
Entre 1980 e 2010 ocorreram 1.091.125 homicídios, ou seja, mais de UM MILHÃO de pessoas perderam a vida de forma extrremamente trágica, é como se neste periodo tivessem caido 5.456 aviões com duzentas pessoas a bordo e ninguém houvesse escapado com vida. Quando cai um avião com 200 pessoas é uma tragédia, mas quando são assassinadas 50 mil pessoas a cada ano, parece que isto virou rotina.
No Governo Figueiredo, início da década de oitenta o número médio de assassinatos por ano foi de 20.319; no Governo Sarney passou para 25.534; durante o periodo Collor/Itamar foi de 30.535, na era FHC pulou para 38.049, culminando no Governo Lula com 46.016, podendo ser esperado novo record durante o Governo Dilma, quando esta média deverá ser superior a 50 mil por ano, a continuar esta tendência e forma pouco eficiente de gestão.
Duas notícias desta semana veiculadas no Site Contas Abertas, de autoria de Dyelle Menezes, destacam que o Governo Dilma deixou de investir R$1,5 bilhões constantes do orçamento de 2012 em segurança pública e que os gastos efetivamente realizados no ano passado foram de apenas 23,8% do orçamento do setor.
A outra notícia destaca que o Fundo Antidrogas, gerido pela Secrataria Nacional de Políticas sobre drogas, do Ministério da Justiça só aplicou 7% dos recursos orcamentários aprovados. E que durante os anos de 2004 a 2012, no Governo Lula/Dilma, apesar de terem sido aprovados R$590,6 milhões para ações relacionadas com o combate `as drogas, o montante utilizado pelo governo foi de apenas R$143,1 milhões ou seja, 24,2%.
Enquanto isto, existem no Brasil em torno de 2,8 milhões de usuários de cocaina, crack e outras drogas ilícitas. O Brasil só perde para os EUA em número de usuários de drogas ilícitas, onde 4,1 milhões de pessoas são dominadas pelo vício.
Outro dado preocupante, para a população, já que para os governantes e gestores públicos parecem que esses problemas não existem tamanha é a omissão e conivência com a violência que dominada nossa sociedade, é o déficit de vagas no sistema prisional brasileiro. O Brasil tem a quarta maior população carcerária do planeta, 540 mil presos (afora mais de 100 mil que deveriam estar cumprindo penas), atraz dos EUA (2,2 milhões), China 1,6 milhões e Rússia com 740 mil detentos.
Entre 2001 (final do Governo FHC) e 2012 (Governo Lula/Dilma), o FUNPEN – Fundo Nacional Penitenciário, teve um orçamento de R$2,9 bilhões, mas o Governo Federal só conseguiu utilizar (gastar/investir) R$1,8 bilhões; deixando de usar a “bagatela” de R$1,1 bilhões de reais. O deficit no sistema prisional brasileiro é de 208 mil vagas. Cada nova vaga custa aos cofres públicos R$20.000,00 , ou seja, só o que o governo deixou de utilizar por imcompetência poderiam ser criadas mais 55 mil vagas, ou seja, o déficit do sistema penitenciário poderia ter sido reduzido em 26,4% e parte do problema da superlotação dos presidios e suas consequências poderiam ter sido minoradas.
Como se vê, boa parte ou talvez amaior parte da responsabiidade pela escalada da violência e do barril de pólvora que os presidios representam, além da situaçãoo vergonhosa e calamitosa como a existência das cacrolândias a céu aberto e em quase todas as esquinas do país, bem como a ação livre dos traficantes, decorrem da ineficiência da gestão pública, tanto na área da segurança, quanto em várias outras áreas da administração pública de nosso país.
Dinheiro e orçameno existem, basta ver o volume da arrecadação de tributos e os orcamentos públicos. Falta mesmo é competência e vontade política por parte de nossos governantes. Até quando o povo vai pagar impostos e ser relegado ao abandono?
JUACY DA SIVA, professor universitário, UFMT, mestre em sociologia, colaborador/articulista de A Gazeta.Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter @profjuacy


Escrito por professorjuacy às 11h19
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PROMESSAS E SURPRESAS

JUACY DA SILVA

Há pouco mais de três meses  o Brasil viveu uma grande festa  democrática quando foram realizadas as eleições municipais em primeiro turno e duas semanas depois o coroamento deste marco politico nacional com o segundo turno, sacramentando, assim a vontade popular em relação `a governança local, base de nosso sistema politico e eleitoral.

Dezenas de milhares de candidatos a prefeitos, alguns buscando a re-eleição e outros estreando nesta arena complicada que é a vida políica, partidária e eleitoral em nosso país. De forma semelhante também dezenas de milhares de candidatos a vereador completaram esta maratona democrática, onde belos e inflamados discursos, lindas e quase inexequíveis promessas  foram usados como um doce mel nos lábios de milhões de brasileiros.

Afora as críticas proferidas  por candidatos que se opunham aos então mandatários ou detentores do poder, a grande maioria dos candidatos tentava  demonstrar que se eleitos fossem, tudo iria mudar, nada seria como antes “no quartel de abrantes”. Os graves problemas que atormentam o povo brasileiro e envergonham nosso país mundo afora, afinal  somos, melhor, eramos a sexta economia do mundo (agora com este PIBinho do Governo Lula/Dilma de menos de 1%, caimos novamente para a sétima posição no ranking mundial das maiores economias do planeta),seriam resolvidos.

Mesmo que o Brasil seja um país continental e com regiões e eco-sistemas diferentes, existem alguns problemas que estão na ordem do dia há décadas. Entra Governo, sai  governo, candidatos prometem e não cumprem quando assumem seus postos, e o povo continua sofrendo e  sempre vivendo de esperança que dias melhores virão.

Violência, degradação ambiental, analfabetismo , semi analfabetismo ou analfabetismo functional, o drama da saúde pública que é uma vergonha, a corrupção que já é um câncer a destruir nossas instituições e organismos públicos, a baixa qualidade da educação, o sub-emprego que disfarça o desemprego e da um retoque na foto official, os baixos índices de crescimento econômico, a precariedade do saneamento básico, a situação lastimável em que se encontra a infra-estrutura física, a volúpia arrecadadora do Governo, o caos urbano em que vivemos, enfim, esses e vários outros desafios foram contemplados nas promessas dos candidatos.

E agora José? como diria o pobre cidadão. Quando é que os prefeitos e vereadores eleitos e empossados, com excessão de uma pequena minoria que acabou atingida pela Lei da Ficha Limpa, o que vão fazer? Parece que vários dos novos mandatários acabaram de acordar de um pesadelo. Ao tomarem em mãos as rédeas do poder perceberam que os cofres estão vazios e em lugar de dinheiro em caixa tem em mãos dívidas milionárias, máquinas públicas viciadas, sucateadas, servidores públicos concursados ou contratados mal pagos e desmotivados, serviços públicos deficientes e que continuam frustrando os cidadãos e contribuintes.

Em meio a tudo isto, muito prefeitos, a quem cabe o maior onus de cumprir e fazer cumprir suas promessas de campanha ainda vão completar o “diagnostico “ da situação, concluir as exonerações dos detentores de cargos de confiança para em seu lugar colocar os seus amigos, companheiros de jornada, correligionários e aliados. Enfim, precisam pagar a fatura empenhada com tantos partidos e grupos de interesses. Só depois de formada a equipe é que vão elaborar os planos de ação para os cem primeiros dias, os seis primeiros meses, o primeiro ano e assim acabam se esquecendo de que em inúmeros municípios  existem planos diretores e outros planos em andamento.

Mas como isto é coisa do passado, não tem importância se forem deixados de lado e a ordem geral continuará sendo: vamos inventar a roda! Pobre país que depende de um sistema politico, eleitoral e  de exercício de poder e governança  onde a fidelidade canina aos donos do poder é mais importante do que uma gestão eficiente, eficaz, transparente e honesta.

JUACY DA SILVA, professor universitário, UFMT, mestre em sociologia, colaborador/articulista de A Gazeta. Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@pofjuacy Blog www.professorjuacyzip.net

 



Escrito por professorjuacy às 17h51
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ENVELHECIMENTO E POBREZA (1)

JUACY DA SILVA

O envelhecimento pode ser analisado a partir de duas perspectivas: a individual e a coletiva. Quando tomamos a dimensão individual percebemos este fato cada vez mais próximo ou seja,  cada vez mais um maior número de famílias passam a conviver com alguém que está chegando e ultrapassando em muito a idade considerada como definidora do grupo idoso (60 anos em alguns países, 65 em outros e até mesmo 70 em alguns países, onde a longevidade já se aproxima ou ultrapassa o centenário).

Na perspectiva individual o emvelhecimento ou a longevidade e os cuidados decorrentes , incluindo cuidados com saúde, mobilidade, alimentação e outros mais são de responsabilidade direta do idoso ou quando muito de sua família. Em passado não muito distante os poderes públicos praticamente não voltavam suas atenções para esta faixa populacional, tanto por ser um grupo ainda pouco representativo no conjunto da população quanto pelo fato de que as familias eram as grandes e praticamente únicas responsáveis por cuidar dos idosos até o final da vida. Se a família dispunha de recursos financeiros e patrimoniais isto não impunha um grande sacrifício, mas para as famílias pobres ou miseráveis isto era e continua sendo um verdadeiro drama humano.

As excessões eram as entidades religiosas ou caritativas que se dispunham a criar “abrigos” onde as pessoas pobres cujas famílias não dispunham de renda para cuidar de seus idosos e assim este contingente populacional acabava ficando sob a responsabilidade da caridade  privada e filantrópica, ante a ausência ou omissão do Estado.

A segunda perspectiva é a coletiva, ou seja, perceber que o contingente de idosos tem aumentado no mundo todo, em todos os países, graças `a transição demográfica, `a melhoria da qualidade de vida, mesmo que a pobreza e a miséria ainda estejam presentes de forma aviltante em diversos países, inclusive no Brasil. Este aumento tanto em termos absolutos (número total de pessoas  com 65 anos e mais) quanto relativo (percentual de idosos no total da população e em relação aos dois grupos que demandam atenção e políticas públicas por parte do Estado: a)população com menos de 15 anos e, b) população em idade produtiva, entre 15 e 64 anos.

Só para se ter uma idéia, os países da Europa,  Estados Unidos,  Japão e alguns outros precisaram mais de cem anos para que a população idosa dos mesmos aumentasse de 7%  para 14%. Enquanto isto, no Brasil, esta alteração radical na estrutura demográfica vai ocorrer em apenas 20 anos, entre 2011 (idosos representam 7% da população total) e 2031, quando este grupo representará 14%.  Em termos absolutos o crescimento também é acelerado, de 20 milhões de pessoas em 2010 para 65 milhões em 2050.

Tendo essas duas perspectivas como foco de análise, é necessário também inserir outras variáveis para uma melhor compreensão da questão e possibilitar a definição de políticas públicas, ações por parte do Estado e mudanças de paradígmas em relação  ao que é necessário realizar no futuro, a partir do presente, antes que os problemas apareçam com toda a sua gravidade e complexidade.

Quando o processo de envelhecimento ocorreu na Europa e outros países desenvolvidos esses países já  haviam conquistado um nível de vida bem melhor do que acontece com os atuais países sub-desenvolvidos. Os níveis de pobreza, de concentração de renda, de riqueza e oportunidades eram completamente diferentes  do que atualmente acontece nos países sub-desenvolvidos ou emergentes, onde o Brasil está inserido.

Outro aspecto é que o processo de envelhecimento não altera a composição de classes de uma sociedade, nem os níveis de exclusão social, econômica, política e cultural; ou seja, se na basse da pirâmide social um país tem um elevado nível de pobreza e miséria, com toda a certeza as pessoas ao envelhecerem e passarem a condição de idosas carregarão consigo as dificuldades de sobrevivência e demandarão muito mais recursos, os quais só poderão ser supridos pelos poderes públicos.

Em uma próxima oportunidade abordarei outras questões como o impacto das transferências da previdência e das políticas compensatórias no combate e redução dos índices de pobreza e as perspectivas futuras desses impactos em relação ao processo de envelhecimento da população brasileira.

JUACY DA SILVA, professor universitário,  fundador e titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia Blog www.professorjuacy.zip.net E-mail professorjuacy@yahoo.com.br  Twitter@profjuacy

 



Escrito por professorjuacy às 13h50
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DISCURSO OFICIAL E REALIDADE

JUACY DA SILVA

Costuma-se dizer que contra fatos não existem argumentos, capazes de alterar a realidade, que é concreta e objetiva e por mais belo que sejam os discursos a realidade acaba desmistificando todas as formas de manipulação que os governantes utilizam para enganar a opinião pública.

Depois de oito anos o julgamento do MENSALÀO serviu para desmistificar  meias verdades ou até  mesmo distorções que o Governo Lula quando diziam que tudo não passava de intriga da oposição ou manipulação dos meios de comunicação, a serviço das elites. Os fatos demonstraram que o mensalão existiu e que LULA realmente não sabia, apesar de que a quadrilha estava instalada logo abaixo de seu gabinete, da mesma forma que a mais recente quadrilha operava a partir do Gabinete da Presidência em SP, ou então sabia e tentou “mudar” a realidade com um discurso falso.

Em 2009, quando as eleições presidenciais estavam sendo gestadas nas entranhas do Governo, o discurso enfatizava que o Brasil era uma ilha de bem-estar, paz, prosperidade em  meio a um mundo em crise generalizada. Todos os integrantes do governo faziam questão de enfatizar que o Brasil estava navegando em “um céu de brigadeiro” e este voo deveria continuar pelos próximos cinco ou dez anos, desde que o povo escolhesse para suceder Lula alguém com ele afinado/alinhado.  A escolha acabou recaindo na Ministra-Chefe da Casa Civil, atual Presidente Dilma,  consagrada nas urnas e em todas as pesquisas de opinião pública, superando até mesmo os índices de popularidade de seu criador.

Mudou o governo, mas muita gente continuou para que Lula, o PT e demais partidos que dividem cargos, benesses e “oportunidades” pudessem manter-se de fato no poder.  O discurso ufanista  permaneceu em todas as áreas: na gestão pública (apesar dos vários escândalos de corrupção que vieram a tona nesses dois anos de governo Dilma), na economia e nas mais diversas áreas de atuação do Governo Federal.

Há pouco mais de um ano as projeções econômicas, realizadas pelo Governo Dilma  pintavam o Brasil como o mesmo mar de rosa dos últimos anos do Governo Lula. Tais “projeções”  indicavam índices de crescimento do PIB como próximas ou acima de 4,5% ao ano, com inflação abaixo de 4,0%, superavit comercial forte, taxas de juros baixas. Agora a realidade parece que começa a mostrar a sua cara. O grupo  britânico The Economist Intelligence Unit e os Departamentos Econômicos dos Bancos Itaú e HSBC  e outros organismos internacionais informam que nos três primeiros anos do Governo Dilma o Brasil está muito diferente do que era ‘vendido” nos discursos oficias.

A média do crescimento do PIB no periodo 2011/2013 é bem abaixo da maioria dos países da América Latina e lanterna  da América do Sul, apenas 2,4% ,muito distante da média dos BRIC, quando o Brasil fica fora do cálculo. Em 2012 nosso PIBinho cresceu apenas 0,98% quando as projeções oficiais diziam que o país ia crescer até 4,5% neste ano que se findou.

 O indice de investimentos do Brasil é o mais baixo da região e dos países emergentes, apenas 18%.  As taxas de inflação no período superaram 6,0% e corroi o poder de compra dos salários.

Em meio a tudo isto o povo continua “otimista” e os índices de popularidade de Dilma/Lula e de seu Governo estão nas alturas. Parece que o discurso oficial se não consegue mudar a realidade, faz a cabeça do povo que continua sendo manipulado. Afinal vamos ter a copa das confederações, a Copa de 2014 , as olimpíadas e muitos carnavais. A realidade que se dane, dizem que o povo gosta mesmo é de discurso bonito!

JUACY DA SILVA, professor universitáro UFMT, mestre em sociologia, colaborador/articulista de A Gazeta.Email professor.juacy@yahoo.com.br  Twitter@profjuacy  Blog www.professorjuacy.zip.net



Escrito por professorjuacy às 19h26
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DESAFIOS DA LONGEVIDADE

JUACY DA SILVA

Em meu ultimo artigo destaquei alguns aspectos do processo de envelhecimento da população mundial, onde alguns países já estão há décadas neste processo de transição demográfica, caracterizada primeiro pela queda abrupta dos índices de mortalidade geral e de mortalidade infantil, seguida por redução drástica das taxas de fertilidade e fecundidade, e, como consequência entre os dois fatos, um aumento das taxas se crescimento demográfico, para, finalmente, atingirem taxas moderadas de crescimento, estabilidade demográfica e começarem a experimentar o chamado crescimento negativo ou redução populacional.

Países da Europa e alguns na Ásia, com destaque para o Japão, já estão nesta última fase da chamada “revolução demográfica”, onde o número de pessoas com mais de 65 anos é  superior ao da população entre zero (nascimento) e quatro anos de idade. Em termos mundiais é interessante notar que em 1950 a população entre zero e quatro anos era de 335 milhões de crianças e a população com mais de 65 anos era de apenas 131 milhões. Ou seja, para cada idoso existiam três crianças com menos de quatro anos.

Em 2020, as projeções da ONU e de outras instituições que se dedicam aos estudos de projeções demográficas indicam que o contingente de crianças com menos de quatro anos será de 601 milhões e o de adultos com mais de 65 anos será de 714 milhões de pessoas. Este fato terá diversas repercusões na produção/oferta de bens e serviços necessários para atender a demanda das diferentes faixas etárias, inclusive um grande impacto na estrutura do mercado de trabalho, de rendimentos, de jornada de trabalho e nos aspectos de aposentadoria e pensões.

Os países atualmente desenvolvidos conseguiram ao longo das últimas cinco ou seis décadas democratizar e quase universalizaram bens e serviços, pelos seus diferentes segmentos sociais e econômicos e relativamente bem distribuidos pelos respectivos territórios, garantindo um bom nível de vida e conforto para sua população, principalmente tendo em vista o perfil de distrubuição de renda, bem mais equânime do que nos países atualmente sub-desenvolvidos ou em processo de desenvolvimento. O Brasil está entre os dez países com pior distribuição de renda do mundo.

Alguns indicadores determinam o nível de longevidade/envelhecimento da população. Podemos destacar, por exemplo, os índices de mortalidade infantil (número de mortes de crianças com menos de um ano por grupo de mil nascimentos vivos). Esses índices variam de 1,92  no Japão (que ocupa o segundo lugar no ranking de 2011) para 52,9 na Índia (150a posição no ranking mundial, entre 190 países). O Brasil ainda ostenta uma posição bem incômoda 23,47 (109a posição no ranking mundial), abaixo da quase totalidade os países da América Latina e da Ásia.

Outro indicador é a expectativa de vida ao nascer, ou seja, qual a probabilidade que uma pessoa nascida em um determinado país irá viver. Este indicador  é destacado em relaçao a ambos os sexos e uma média geral para o país. Mônaco é o país com maior expectativa de vida em 2011 com 85,8 anos, para homens, a China ocupa a 88a posição com 72,5 anos de vida e o Brasil, novamente continua feio na foto, 131a posição com 68,8 anos.

Diversos outros índices estão diretamente relacionados com a longevidade, tanto em termos de experiência individual quanto e principalmente sociais, como acesso a saneamento básico, cobertura vicinal, acesso a serviços básicos de saúde, taxas de mortalidade por violência e também níveis educacionais, de nutrição, condições de habitação,  emprego e renda, enfim, qualidade de vida.

Para que a longevidade seja saudável os países devem combater fundamentalmente a pobreza, a miséria e os desníveis sociais, econômicos, setoriais e regionais. Enquanto isto não for feito, com certeza a pobreza , a exclusão social e a marginalização serão as grandes marcas do processo de envelhecimento. Longevidade, neste caso, será sinômico de prolongamento de um  sofrimento que para milhões de pessoas vem desde os primeiros dias de vida!

JUACY DA SILVA, professor universitário, mestre em sociologia, colaborador de Hipernoticias. Email professor.juacy@yahoo.com.br  Twitter@profjuacy   Blog www.professorjuacy.zip.net



Escrito por professorjuacy às 17h33
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FATOS PORTADORES DE FUTURO

JUACY DA SILVA

Em meu ultimo artigo pontuei alguns aspectos do estudo de tendências que tem sido feito pelo Conselho Nacional de Inteligência dos EUA, desde 1996/97,  denominado de Mudanças globais 2030 –Mundos alternativos, utilizando as modernas técnicas de cenários, sempre focando em um horizonte entre 15 a 20 anos, na atual versão o ano de referência é 2030.

Foram destacados quatro mega-trends ou grandes transformações, as quais são complementadas pelos chamados “game-changers”  ou fatos portadores de futuro, ou seja, dependendo do comportamento dessas macro-variaáveis, os cenários passam a ter maiores ou menores probabilidades de ocorrerem.

É importante dizer que este não é um modelo determinístico ou de tendências matemáticas de vir a se transformar em realidade, mas sim, grandes pontos de referência para que os diversos atores que atuam no cenário internacional possam orientar seus comportamentos e suas ações. Esses atores são os mais de 190 países e territórios autônomos, dezenas de organismos internacionais de cunho politico, econômico, militar, social, religioso, cultural e de outras áreas que interagem no contexto das relações internacionais.

Os fatos portadores de futuro destacados no estudo são os seguintes:

a)      Tendência de agravamento da crise econômica e financeira internacional, com destaque para o caráter de volatilidade e desequilíbrio entre os diversos atores, com reflexos profundos em todos os países, com consequências muito piores do que as da última crise global ocorrida há  pouco mais de quatro anos, em que a Europa, Japão e outros países ainda não conseguiram se recuperar plenamente.

b)      Probabilidade de agravamento de conflitos internos (guerras civis) em várias regiões do mundo, principalmente no continente africano, exigindo intervenções externas para o seu equacionamento. Tais conflitos podem levar a falência de estados nacionais o que levaria a situações de caos politico e mesmo de ingovernabilidade.

c)       Probabilidade de acirramento de conflitos regionais entre países, os quais podem conduzir a guerras localizadas de média e longa duração, grande intensidade e destruição, tanto da infra-estrutura dos países quanto afetar o suprimento de matérias-primas estratégicas.

d)      Continuidade da instabilidade política e militar em países do norte da África e do Oriente médio, com possibilidade de eclosão de Guerra envolvendo países dominados por ideologias radicais e com apoio de grupos terroristas que possam contar com tecnologia de destruição em massa.

e)      Impacto de novas tecnologias, tanto para a resolução de desafios que atormentam a humanidade por décadas como as questões ambientais, com destaque para as mudanças climáticas quanto para a melhoria das condições de vida da população. Esta pode ser uma verdadeira revolução, incluindo a robotização, o surgimento de medicamentos e aparelhos que possam curar doenças atualmente incuráveis, vacinas, meios de comunicação e inclusive nas formas de governança e aumento da produtividade da economia.  Também nesta area podem surgir invenções que aumentem a capacidade destruidora das guerras e passem a ser instrumentos de poder e de hegemonia nas relações internacionais.

f)       Papel dos EUA, atualmente a única super-potência, que deverá ceder parte de seu espaço para a China e a possibilidade de reformulação das instituições internacionais, e blocos/alianças com maiores poderes para mediar e solucionar conflitos e também ter uma maior representatividade dos 20 ou 25 maiores países (definidos em funcção do PIB e dos avanços científicos e tecnológicos).

Este é o arcabouço onde deverá ser gestada uma nova ordem internacional, com vistas a um futuro mais seguro e mais harmônico. Caberá a cada país identificar tais fatos portadores de futuro e “desenhar” seu projeto nacional de longo prazo. Quem assim não fizer irá, fatalmente, perder o “bonde da história”.

JUACY DA SILVA, professor universitário, mestre em sociologia, colaborador/articulista de A Gazeta. Atualmente morando nos EUA. Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy Blog www.professorjuacy.zip.net



Escrito por professorjuacy às 16h36
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FELIZ NATAL E UM 2013 MARAVILHOSO  

                                   

Desejo aos meus amigos  e amigas internautas BOAS FESTAS, FELIZ  NATAL E QUE 2013 SEJA UM ANO MARAVILHOSO, COM SAUDE, PAZ, ALEGRIA, SOLIDARIEDADE, MUITAS ESPERANCAS E GRANDES REALIZACOES.

ABS E TUDO DE BOM,FIQUEM COM DEUS!



Escrito por professorjuacy às 21h15
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COMO SERÁ O MUNDO EM 2030?
JUACY DA SILVA
Na última semana o CONSELHO NACIONAL DE INTELIGÊNCIA dos Estados Unidos, organismo do mais alto nível de assessoramento e integração das diversas agências de inteligência do país publicou sua mais recente versão de um estudo de acompanhamento e construção de cenários globais que vem sendo feito desde 1996 – 1997, sempre com um horizonte de 15 a 20 anos.
O Estudo de 160 páginas, denominado de “Global trends 2030 – Alternative worlds” , traduzido significa “Transformações globais 2030 – mundos alternativos” é um esforço para perscrutar o futuro a partir de um processo de construção de cenários, ouvindo ou tendo a participação de diversos organismos de inteligência, de estudos e pesquisas, em diversos estados ou mesmo for a do país, universidades e os chamados “experts”  ou especialistas em pensamento estratégico.
Na construção dos diversos cenários foram destacados quatro “megatrends”  e  também as principais mudanças no jogo do poder mundial e as grandes transformações ou macro-tendências. Foi ressaltado que este estudo visa subisidiar tomadas de decisão buscando estimular os fatores e variáveis que levem a concretização de cenários favoráveis e evitar que cenários desfavoráveis ou catastróficos acabem por aumentar os conflitos ou caos nos diversos países e na comunidade internacional.
As quatro grandes transformações (megatrends) são: a) empoderamento individual, com a redução dos níveis de pobreza e a expansão acelerada da classe média em praticamente todos os países. Em 2012 a classe media mundial é representada por aproximadamente um bilhão de pessoas, sendo que dessas 330 milhões estão na Europa, Estados Unidos e Japão. Em 2050 este segmento  deverá ser de 2 bilhões ou até 2,5  bilhões de pessoas, sendo 679 milhões nos países mencionados e o restante (2/3 ) nos países atualmente considerados sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, principalmente os integrantes dos BRIC (China, India, Brasil) e outros mais como Indonésia, Nigéria.
A segunda grande transformação é o que é chamada de difusão do poder mundial. Em lugar de hegemonia de um país como ocorre atualmente em relação aos EUA , o poder mundial deverá estar diluido entre outras potências como China, India, Brasil e outros países. A discussão sobre o declínio do poder tanto dos EUA quanto da Europa destaca a idéia dos pactos regionais, dos acordos e também a reorganização das instituições internacionais  ou regionais como ONU e outras mais.
O crescimento do PIB em alguns países, principalmente a China e Índia, deve estimular maiores investimentos em ciência e tecnologia e também maiores gastos com as forças armadas e área de defesa, incluindo aeroespacial,biotecnologia e outras áreas estratégicas.
A terceira grande transformação já está ocorrendo mas deve ser aprofundada é a chamada revolução demográfica, onde o envelhecimento da população e as migrações internas e internacionais estabelecerão um novo perfil demográfico em diversos países. O mundo será cada vez mais urbano, menos pobre e mais afluente, com padrões de vida e de consumo bem superiores ao que são encontrados atualmente nos países desenolvidos. A população mundial passará de 7,1 bilhões de pessoas em 2012 para 8,3 bilhões em 2030.
A quarta grande mudança (megatrends)  será o aumento da demanda por bens imprescindiveis para a sobrevivência da humanidade como os alimentos (35%), da água (40%) e energia (40%),decorrentes do aumento global da população, da expansão da classe média e pela adoção de padrões de consumo mais elevados. O grande fator de imponderabilidade em relação ao comportamento dessas variáveis serão as mudanças climáticas. Tanto o aumento da demanda pode interferer com as mudanças climáticas quanto essas podem limitar a produção e ofertas desses bens, gerando abundância ou crises gerais ou localizadas. O estudo indica que os EUA alcançarão a independência/auto-suficiência energética antes de 2030 e isto poderá alterar profundamente sua presença no cenário internacional.
Voltarei a este tema oportunamente.
JUACY DA SILVA, professor universitário, UFMT, mestre em sociologia, colaborador/articulista de A Gazeta. Email professorjuacy@yahoo.com.br Blog www.professorjuacy.zip.net  Twittr@profjuacy


Escrito por professorjuacy às 23h03
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OS DESAFIOS DO ENVELHECIMENTO

JUACY DA SILVA

O envelhecimento é um processo que afeta diretamente as pessoas e, neste sentido, é uma realidade individual. No entanto, tem repercussões e está intimamente associado com outros aspectos como familiar, comunitário, societário e também no plano nacional e mundial.

Graças ao avanço do conhecimento científico e tecnológico, nas últimas cinco ou seis décadas décadas,  o mundo assiste a uma verdadeira revolução demográfica, alterando profundamente a estrutura etária da população, tanto nos países desenvolvidos quanto nos sub-desenvolvidos ou em processo de desenvolvimento.

A melhoria das condições de saúde e de higidez da população, reflexo do surgimento de vacinas, novos medicamentos, novos aparelhos, a possibilidade de diagnósticos mais precisos têm possibilitado reduzir os índices de mortalidade em todas as faixas etárias, inclusive enfrentando as doenças  crônicas e degenerativas que afetam de forma insidiosa as pessoas idosas.

De forma semelhante, a melhoria que vem  ocorrendo nas áreas da educação, do saneamento, da medicina preventiva, da nutrição e na mudança de hábitos como o combate ao tabagismo, ao alcoolismo, ao sedentarismo,`as doenças sexualmente  transmissíveis, alimentação mais saudável também têm contribuido para este processo de envelhecimento da populaçao. Com raras excessões, as pessoas estão vivendo mais e com melhores condições de vida. A redução da violência, que ainda é extremamente elevada em alguns países, inclusive no Brasil, tem impedido que a expectative de vida da população aumente ainda mais.

O aumento da expectativa de vida ao nascer tem contribuido para uma longevidade cada vez maior. A participação relativa dos grupos com 60 ou mais anos de idade no contexto global da população mundial e também nos diversos países tem aumentado de forma expressiva.

Em nível mundial em 1950 o contingente populacional com 60 ou mais anos de idade representava apenas 8% da populaçao mundial e totalizava 200 milhões de pessoas. Em 2011 este contingente passou para 11% e totaliza 760 milhões de habitantes. As projeções indicam que em 2050 serão 22% e nada menos do que 2,1 bilhões de pessoas.

Este processo tem avançado de forma mais efetiva nos países desenvolvidos. Em 1950 esta parcela representava 12% ; em 2011 era de 22%  e em 2050 será de 32%. Nos países sub-desenvolvidos o panorama ainda não atinge o mesmo nível: 1950 era de 6%; em 2011 chegava a 9% e em 2050 será de 20%. Todavia, como as projeções indicam que em 2050 a população dos países, hoje tidos como subdesenvolvidos,  representarão em torno de 72% da população mundial , que será superior a nove bilhões de habitantes,  haverá 1,6 bilhões de habitantes com mais de 60 anos.

Varias organizações internacionais como a ONU e suas agências especializadas como Organização Mundial de Saúde e suas respectivas representaçoes regionais, a  FAO,  o Fundo das Nações Unidas para a população, o Banco Mundial, a OECD, governos nacionais e instituições de pesquisas têm desenvolvido inúmeros estudos sobre este tema.

Tais estudos representam de  um lado um alerta a todos os governaos nacionais quanto aos desafios que o envelhecimento da população representa para o processo de desenvolvimento, o crescimento econômico, o Mercado de trabalho, o consumo, para os sistemas de saúde, de previdência e assistência social, para a educação, a mobilidade das pessoas e assim por diante.

De outro lado, tais estudos também oferecem as bases para que os governos nacionais e também internamente em cada pais os demais níveis como estados/provincias e as municipalidades possam  definir políticas públicas voltadas para o atendimento deste segmento demográfico que tem crescido e deverá crescer bem mais do que a média do crescimento populacional em geral de das demais faixas etárias.

Voltaremos a este tema oportunamente com outras reflexões e dados  estatísticos que permitem analisar mais os desdobramentos que o mesmo comporta.

JUACY DA SILVA, professor universitário, mestre em sociologia, colaborador de Hipernotícias. Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy  Blog www.professorjuacy.zip.net

 

 



Escrito por professorjuacy às 19h42
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UM GOVERNO E DUAS QUADRILHAS

JUACY DA SILVA

Antes de chegar ao centro do poder nacional com a eleição de Lula, o PT fazia da “ética na política” e da defesa da classe operária e demais trabalhadores, inclusive da classe média, suas principais bandeiras de luta. Nesta caminhada rumo ao Palácio do Planalto foi conquistando vagas em câmaras municipais, prefeituras, governos estaduais, Assembleias Legislativas, Congresso Nacional até que, depois de algumas derrotas, seu candidato chegou aos píncaros do poder.

O PT, seus militantes e dirigentes não se cansavam de pronunciar inflamados discursos acusando os governos federal, estaduais, municipais e o Congresso Nacional (onde conforme Lula existiam 300 picaretas) de estarem infestados de corruptos e práticas de corrupção. Lula particularmente durante anos acusou o Governo Sarney de práticas de corrupção, da mesma forma que aproveitou a onda dos escândalos da era Collor fazendo disto verdadeiros palanques. Em São Paulo o PT cresceu graças `a cruzada que fez durante décadas contra Maluf, a quem acusava de corrupção, hoje seu aliado.

Quis o destino e o tempo contribuiu para que este véu que cobria uma certa “virgindade” política fosse rompido ou como diz o provérbio, acabou por morder a própria língua ou outro adágio que diz..”quem com ferro fere com ferro será ferido”. Ao chegar ao poder em Brasília, o PT acabou fazendo alianças com todos os partidos e políticos a quem em passado recente acusava de corruptos. Fez aliança com o PP de Maluf, com o PMDB de Sarney, com o PTB da CPI dos correios, com outros políticos e empresários que aos poucos a opinião pública passou a conhecer como era este “jeito petista de governor”, igual ou pior do que dos governos anteriores, onde a corrupção corre solta com tantos escândalos já revelados .

Quando estouraram as denúncias de que havia um esquema, que depois o STF demonstrou que era na verdade uma quadrilha, todos os altos dirigentes petistas e inclusive o então Presidente Lula negaram os fatos, acusavam a imprensa, a oposição ou tentavam desqualificar os acusadores como mentirosos, caluniadores e outros adjetivos.

Assim, ao longo de sete longos anos o governo Lula passou pelo sufoco do MENSALÃO, gerenciado, segundo o Ministério Público Federal e o STF, por uma quadrilha enquistada no coracão do governo, tendo como chefe o então homem-forte ou todo poderoso chefe do Gabinete Civil da Presidência da República. Após meses de debates o julgamento chegou ao fim e condenou a cúpula pestista da época e inúmeros outros colaboradores e aliados a várias penas, algumas bem longas.

Antes mesmo que terminasse o veredícto do MENSALÃO e a definição quanto ao regime a que vários dos integrantes da quadrilha devam ser submetidos, se em regime fechado, aberto ou semi-aberto ou se alguns que ainda detém mandatos eletivos devem ser cassados pelo STF ou se a perda de seus mandatos deverá ser declarada pelo Legislativo (Câmara federal ), o Governo Lula/Dilma voltou a ser sacudido por um novo e talvez maior escândalo do que o mensalão.

Nada menos do que a chefe do gabinete da Presidência da República em SP, uma Secretária que ao londo de anos gozou de intimidade com o poder, juntamente com três outros servidores graduados, dirigentes de Agências Reguladoras (a ANA e a ANAC), e o Advogado-Geral Adjunto da União, acabam de ser denunciados na Operaçao Porto Seguro por formação de quadrilha, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, corrupcão e outros crimes.

Para completar, surgem novas denúncias do operador do MENSALÃO ao MPF, Marcos Valério, dizendo que o ex-Presidente Lula sabia de tudo e que até mesmo parte de suas despesas teriam sido pagas com dinheiro sujo, fruto da corrupção e outras práticas nada ética e muito menos republicanas.

Novamente o PT, partidos e aliados do Governo e a própria Presidente tentam desqualificar as acusações.  A oposição quer ouvir o denunciante, o Governo prepara uma grande operação abafa. Alguns ministros do STF, inclusive seu presidente, dizem que é preciso ter cautela, mas cabe ao MPF aprofundar as investigações. Afinal todos são iguais perante a Lei.  A novella continua e deve se estender possivelmente até 2014. Quem viver verá!

JUACY DA SILVA, professor universitário, UFMT, Ex-Diretor da ADUFMAT, mestre em sociologia, colaborador/articulista de A Gazeta. Email professor.juacy@yahoo.com.brTwitter@profjuacy Blog www.professorjuacy.zip.net

 



Escrito por professorjuacy às 14h16
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A ESSÊNCIA DOS DIREITOS HUMANOS

JUACY DA SILVA

No dia 10 de dezembro  de 1948, três anos após o encerramento da segunda Guerra mundial, com todos os seus horrores que a humanidade desejava nunca mais poder ver, a Assembléia Geral da ONU, através da Resolução 217 A,  adotava e proclamava a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS.

Naquela época a ONU era intgrada por pouco mais de 55 nações, ao longo desses 64 anos, todos os 192 Estados e alguns territórios que fazem parte da ONU homologaram e aceitam este marco jurídico, politico e ético como base para suas legislações nacionais no sentido de garantir que todas as pessoas, independente de cor, nacionalidade, sexo, etnia, nível social, econômico, religião, orientação ideologica ou política tenham seus direitos e sua dignidade respeitados.

A grande filósofa e militante política e social, Hannah Arendt certa feita discorrendo sobre este tema assim se expressou  “ a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Tanto ela quanto diversas autoridades e personalidade que ao longo de suas vidas lutaram pela plenitude dos direitos humanos sempre enfatizaram que a base dos mesmos é a dignidade intrínseca que todas as pessoas têm e que ao serem desrespeitadas neste princípio, tudo o mais acaba acontecendo.

É comum, principalmente no  Brasil a gente `as vezes ouvir pessoas  simplesou até mesmo  com alto nível de instrução dizerem que direitos humanos estejam relacionados com a defesa de bandidos e criminosos. Ora tais pessoas, com certeza jamais se deram conta do absurdo que estão falando e,  possivelmente, jamais leram o texto da ONU,  onde em seus 30 artigos e diversos itens estão detalhados quais são verdadeiramente os direitos humanos que todos os países que fazem parte da ONU, inclusive o Brasil, se comrpometeram a respeitar e a fazer cumprir através de legislação  específica ou complementar.

Com o advento da internet e tantos sites de busca basta a pessoa interessada entrar com a expressão “Declaração universal dos direitos humanos” e ai vai encontrar diversas referências, inclusive o texto básico da ONU. Pode tambem a pessoa fazer uma busca (pesquisa) na internet associando direitos humanos com outros temas correlatos que tem relação com a dignidade das pessoas. Por exemplo, água e saneamento básico como direito humano.

Aliás, em Assembléia Geral recente (28/07/2010), a ONU, através de 122 votos favoráveis, 41 abstenções e algumas ausências aprovou a resolução que estabelece  a água e o saneamento como direitos humanos, isto ante a situação desumana em que vivem 884 milhões de pessoas ao redor do mundo sem acesso a este precioso liquido e também  ao fato de que 2,6 bilhões de pessoas não tem acesso a serviços de esgoto.  Em decorrência desta realidade (falta de acesso `a agua e ao saneamento básico) 1,5 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem a cada ano, ou seja, em quatro década morreram seis milhões de crianças. Este é um genocídio muito maior do que todas as guerras ao longo do mesmo periodo. Afora mais outros milhões de crianças, adultos e idosos que morrem a cada ano em decorrência da fome, quando a alimentação também é um direito humano consagrado pela ONU.

A maioria das pessoas sabem com certeza quais são alguns dos direitos que constam da Declaração Universal como: direito `a vida, a liberdade, `a igualdade de oportunidades, a ser reconhecida como pessoa, a participar da vida política e administrativa de seu país, não ser discriminada, liberdade de pensamento, expressão, manifestação, organização para defender seus direitos e assim  por diante.

Gostaria de destacar alguns aspectos que constam do artigo 25 da Declaração Universal dos direitos humanos: “todo ser humano tem o direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, alimentação, vestuário, habitação (dígna, imagino), cuidados médicos e serviços sociais indispensáveis, direito `a seguro em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice e outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle”.

Ainda o mesmo artigo:  “a maternidade e a infância têm direitos a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção”. Todos as pessoas, independente de sua origem ou condição econômica e social tem direito a instrução, gratuita, nos graus elementares e fundamental. A instrução técnica e professional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito” (nada de quotas ou outro subterfúgio para tampar as deficiências do ensino público).

A  grande indagação que podemos fazer nesta data em que se comemora este marco importante em todos os países:  será que nossos governantes, inclusive os criminosos de colarinho branco enquistados nas estruturas do poder já leram a Declaração universal dos direitos humanos e já refletiram sobre suas responsabilidades quanto a tudo isto? Em tempos de mensalão e porto seguro e outros escândalos fica difícil responder! Creio que corrupção é também uma afronta dos direitos humanos!

JUACY DA SILVA, professor universitário, fundador, titular e aposentadoUFMT, mestre em sociologia, colaborador de Hipernoticias. Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy Blog www.professorjuacy.zip.net



Escrito por professorjuacy às 16h57
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DIA INTERNACIONAL ANTI-CORRUPÇÃO

JUACY DA SILVA

A Assembléia Geral da ONU realizada em 31de outubro de 2003, através da Resolução 58/4,  declarou 09 de dezembro  como o Dia Internacional anti-corrupção, como forma de alertar todos os anos para os males que este câncer politico, social, econômico, cultural e moral causa a todos os países, afetando principalmente as camadas mais pobres e excluidas dos mesmos.

A primeira “comemoração” do DIA INTERNACIONAL ANTI-CORRUPÇÃO, ocorreu na cidade de Mérida, no México, quando de reunião do Organismo da ONU que trata das questões das drogas e criminalidade internacional, em 09 de dezembro de 2004 e desde então esta data tem estado no calendário oficial da ONU e de diversos países.

Em sua mensagem no dia internacional anti-corrupção neste nove de dezembro de 2012, o Secretário Geral da ONUBan Ki-Mon destaca que a corrupção é um fenomeno complexo e envolve aspectos políticos, sociais, culturais e econômicos; destroi as bases da democracia, desmoraliza as instituições nacionais e os governantes, reduz a esperança da juventude quanto ao futuro, desestabiliza as instituições, abala a governabilidade e acaba com a credibilidade dos representantes populares e estimula a desonestidade, as injustiças e corroi os direitos humanos.

No ranking internacional da ONG Transparência Internacional, o Brasil no periodo de 2002 a 2012, tem figurado como um dos países com alto nível de corrupção, caindo da 45a.  posição neste ranking em 2002, para 80a em 2008, passando para a 72a em 2011 e “melhorando”  em 2012, quando alcançou 69a posição.

Isto reforça o que a opinião pública tem observado ao longo do governo Lula e neste início de gestão da da Presidente Dilma, que a corrupção corre solta nas entranhas do governo federal, da mesma forma que tem “surgido” ou tem sido constatado por diversas organizações de controle e repressão, atrravés de inúmeras operações e ações da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Estaduais, TCU, TCEs e outros mais.

A corrupcão que é realizada por diversas quadrilhas de colarnho branco tem sido constatada em todos os poderes: Executivo, Legilsativo e Judiciário, em todos os níveis: federal, estadual e municipal e em todas as regiões, estados e grande número de municípios.

A força da corrupção está diretamente relacionada com a pusilanimidade de nossa legislação quanto a esses crimes de colarinho branco, as penas extremamente brandas, a morosidade da justiça  em julgar e condenar os criminosos de colarinho branco, ao foro privilegiado dos detentores do poder que acabam se envolvendo com a corrupçao e, finalmente, a uma certa tolerância por parte da população em relação a esta questão. Vide quantos corruptos continuam sendo eleitos e reeleitos por este Brasil afora, apesar da Lei da Ficha Limpa.

Enquanto nossas cadeias e prisões estão superlotadas de criminosos, alguns que cometeram crimes barbaros, mas de outro lado por centenas de milhares de “pés de chinelo” (na verdadeira acepção da palavra)  ou os chamados “ladões de galinha”, não existe nenhum, nenhum corrupto mesmo atraz das grades e jamais alguém viu dizer que algum corrupto devolveu ao erário o que foi roubado descaradamente dos cofres públicos.

Pior em tudo isto é ver que no coracao do Governo Federal estavam  ou continuam atuando verdadeiras quadrilhas, como a do MENSALÃO, cujo chefe, conforme decisão do STF era nada menos do que o outrora todo poderoso chefe da Casa Civil, ou como agora a operação Porto Seguro acaba de demonstrar, mais uma quadrilha no Gabinete da Presidência da República, na AGU e Agências Reguladoras.  Da mesma forma, durante os oito anos do Governo Lula e dois de Dilma, mais de uma dezena de ministros e ocupantes de Segundo escalão deixaram o barco acusados de corrupção, mas até agora nada de concreto aconteceu a essa gente.

Será que nosso país tem alguma coisa a comemorar neste 09 de dezembro, como demonstração verdadeira de que a luta contra a corrupção é verdadeira e não apenas para “ingles ver?”.

JUACY DA SILVA, professor universitário, UFMT, mestre em sociologia, colaborador do Site Hipernotícias. Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy  Blog www.professorjuacy.zip.net



Escrito por professorjuacy às 19h57
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MINHA AMIGA ISABEL CAMPOS

JUACY DA SILVA

Quando cheguei em Cuiabá, no final dos idos sessenta, quis o destino que tivesse a oportunidade de conhecer uma jovem que pelas próximas quatro décadas iria deixar a sua marca registrada como mãe, empresária, gestora pública e, o mais importante, como professora, condição em que mais nos identificamos.

Refiro-me a minha amiga e colega do início da UFMT, a professora ISABEL CAMPOS, para seus famiiliares e pessoas mais próximas a querida LOLÓ. Durante quatro décadas , de forma simples, carinhosa, amiga e eficiente foi deixando sua marca registrada ao longo de sua caminhada como professora em todos os níveis em que atuou, culminando como  docente em nossa nascente universidade.

Lembro muito bem de Isabel no início da implantação da UFMT, suas atividades como docente e também como integrante do Conselho Universitário, onde era a secretária executiva. Os anos se passaram e Isabel foi alçando voos mais altos como secretária de Estado, empresária da área de comunicaçao e também uma agente política de qualidade e liderança onde atuava.

Como primeira dama de Mato Grosso, foi uma incasável lutadora, ao lado do então também jovem Governador Júlio Campos, para avançar as atividades voltadas para o lado social, valorizando as pessoas, buscando garantir dignidade a quem permanecia `a margem da sociedade. Deixou sua marca registrada na PROSOL, onde deu um passo importante ao implantar o “loteamento” , depois bairro, Osmar Cabral, garantindo moradia a milhares de pessoas que não dispunham de recursos para adquirirem um teto.

Devido `as minhas andanças, mudanças de residência entre Cuiabá, Rio de Janeiro e fora do Brasil, as vezes eu ficava anos sem me encontrar com esta minha amiga. Mas sempre que a encontrava ela estava com um sorriso estampado em seu rosto, alegre, comunicativa,  suas marcas registradas do seu dia-a-dia. Diferente da “dama de ferro”, como alguns a denominavam, era sempre amável para com as pessoas, incluindo suas filhas Laura, Consuelo, Silvia Renata e filho e esposo, também meus amigos,  Júlio Neto e Júlio Campos, da mesma  forma que todas as pessoas com quem se relacionava: alunos, colegas docentes,  empregados, eleitores, correligionários  ou até mesmo adversários políticos.

Lembro-me de um encontro que tivemos no Gabinete do então senador  Júlio Campos em Brasília, em meio a uma conversa longa, após meu retorno ao Brasil vindo de uma missão oficial que cumpri durante anos nos EUA ela disse mais ou menos assim…”Juacy, se Júlio um dia voltar a ser Governador de Mato Grosso ou Prefeito de Várzea Grande irei sugerir que voce faca parte da equipe dele”

Em outra ocasião, também entre meados e final da década de noventa, quando Isabel era Diretora da TV Brasil Oeste, onde eu com alguma frequência comparecia para entrevistas em seus programas, sempre que havia oportunidade ela me convidava para tomar um cafezinho e batermos um papo mais ameno. Em uma dessas oportunidades ela indagou…”Juacy,  voce bem que poderia ter um programa  de TV para divulgar suas idéias, seus projetos, suas pesquisas, isto seria muito  importante para a educação popular”.

Essas formas de diálogo entre nós refletia sua  crença imabatível de que as mudanças devem ocorrer através de uma educação de qualidade e um despertar das consciências do educando, sua luta ao longo da vida, interrompida no ultimo sábado, no primeiro dia deste dezembro de 2012, com apenas 66 anos, depois de uma luta corajosa contra uma doença terrível.

Ao tomar conhecimento de seu falecimento, apesar de estar fora do Brasil consegui falar com um amigo comum,  o também professor Oscar Ribeiro, que ao atender o celular disse “ Juacy, estamos aqui no cemitério em Várzea Grande, onde está sendo sepultada professora Isabel”. Solicitei ao mesmo que transmitisse `a  família as minhas condolências.

Assim é a vida, uma longa caminhada. Dela nada levamos,  mas deixamos saudades, reconhecimento e lembranças das coisas boas que fizemos para beneficiar o próximo. Assim, será lembrada sempre esta minha amiga que nos deixou, mas que Deus deve ter preparado uma boa morada para ela.

JUACY DA SILVA, professor fundador,  titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia. Colaborador/articulista de A Gazeta. Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy Blog www.professorjuacy.zip.net

 

 



Escrito por professorjuacy às 11h44
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CRESCIMENTO  E EXCLUSÃO (2)

JUACY DA SILVA

Há duas semanas escrevi um artigo com este mesmo título, demonstrando que, diferente do que pensam as pessoas, inclusive economistas, cientistas sociais e governantes, o crescimento econômico, como vem ocorrendo nas últimas décadas ou até mesmo séculos, não tem conseguido inserir bilhões de pessoas que continuam `a margem deste processo.

A exclusão têm diferentes faces como a econômica, a social, a política, a cultural e pode ser vista na pobreza, na miséria, na falta de acesso a serviços básicos, que definiem o que chamamos de cidadania, como a educação, saúde, saneamento , segurança pública, habitação, alimentação, enfim, aspectos que definem o nível de dignidade que todas as pessoas devem desfrutar em uma sociedade.

Até recentemente as pessoas também acreditavam que todas essas mazelas que estamos acostumados a ver e a sentir, mencionadas anteriormente, fizesem parte apenas dos países sub-desenvolvidos, em vias de desenvolvimento ou de renda baixa, como definidos por diversos organismos internacionais.

O antidoto, acreditavam essas pessoas, seria o desenvolvimento, onde o crescimento econômico, representado por um PIB cada vez maior e, como consequeência, um PIB  per capita cada vez  mais elevado. Como certeza existe uma grande diferença entre um país com um PIB superior a trilhões de dólares , ou um PIB per capita de oitenta mil dólares, quando comparado com um outro país com um PIB de poucos bilhões de dólares e um PIB per capita de menos de mil dólares anuais.

Todavia, é fundamental notar que para definir inclusão ou exclusão das pessoas nos frutos do desenvolvimento, o PIB per capita, por exemplo, não é o indicador mais confiável, tendo em vista  que o mesmo não retrata o perfil da distribuição  da renda, da riqueza e das oportunidades entre as pessoas. É uma operação aritmética em que a media é irreal quando somamos a renda de milhares de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza com uma centena de bilionários. Com certeza a renda per capita será bem elevada, mas os miseráveis continuarão na mesma situação e os bilionários em sua vida nababesca.

Para melhor entender a realidade foram criados vários indicadores que  medem a distribuição de renda e riqueza entre as pessoas e vários grupos sociais. Os principais indicadores utilizados são o índice de Gini, a parcela que a camada dos 10% mais pobres e dos 10% mais ricos de cada país se apropriam da renda/PIB nacional, o IDH que é um indicador composto de três outros setoriais. Existe também um  indicador mais refinado denominado índice de pobreza humana (HPI-1  e HPI-2), que engloba três dimensões: a) vida saudável; b) conhecimento e c) um nível de vida decente, desdobrados em doze indicadores setoriais, incluindo, probabilidade de sobreviver até 40 anos nos países sub-desenvolvidos e 60 anos nos desenvolvidos; analfabetismo e analfabetismo funcional; acesso `a água potável, e energia elétrica, esgotamento sanitário; crianças subnutridas ou desnutrição infantil, população vivendo abaixo da linha de pobreza; taxas de desemprego e sub-emprego; acesso a bens culturais, nível de segurança pública.

Com as crises econômica e financeira que há quatro anos tem castigado a Europa, os EUA, o Japão e diversos outros países, a face cruel da pobreza, da miséria e da exclusão tem se manifestado de forma alarmante.

Dados bem recentes indicam que 15,1% da população americana (46,6 milhões de pessoas )  estavam vivendo na pobreza em 2010 e que este percentual passou para 16,1% em 2011, atingindo 49,7 milhões de pessoas. Na Califórnia, antes considerado o El Dourado Americano este índice chega a 23,5%. Na china 13,4% da população em 2011 viviam abaixo da linha de pobreza (178 milhões de pessoas). Na  Índia 29,8% estavam abaixo da linha de pobreza (360 milhões de pessoas).  Na Europa em 2011 o índice de pobreza foi de 24%  ( 177,2 milhões de pessoas)que com a continuidade da crise tende a aumentar nos próximos anos.

Destacamos os países com maiores índices de crescimento e tamanho do PIB e a Europa em conjunto para reforçar a idéia de que o crescimento econômico em si não significa nem a distribuiçao de seus frutos e nem acaba com a exclusão, pelo contrário, pode até agravar. Voltaremos  a este tema oportunamente.

JUACY DA SILVA, professor universitário, mestre em sociologia,colaborador de Hipernotícias.Email professor.juacy@yahoo.com.br Twitter@profjuacy Blog www.professorjuacy.zip.net



Escrito por professorjuacy às 15h14
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